Centro Histórico

Centro Histórico

Através dos ciclos econômicos da história pode-se explicar as características do conjunto arquitetônico de Laguna. Cada estilo espelha o momento vivido, as necessidades de moradia, o nível econômico e outros fatores da cultura e da época. As primeiras construções da vila da Laguna eram casas de pau-a-pique, cobertas de palha, que começaram a ser modificadas pelas novas edificações de adobe (um tijolo rústico, pouco maior que o normal) e pedra, construídas no alinhamento predial e sobre os limites laterais do terreno. A construção do porto retrata o início da industrialização e toda a efervescência econômica da cidade. No final do século XIX, e início do século XX, a cidade vive sua fase de maior prosperidade econômica. A arquitetura eclética vai aos poucos modificando o espaço urbano e passa a aumentar o vazio entre as edificações, principalmente devido a influência dos imigrantes italianos e alemães. Este estilo arquitetônico faz uma reinterpretação de estilos do passado, clássicos, góticos, misturando e produzindo uma arquitetura carregada de decorativismo e ornamentação. Durante os anos 70, com o crescimento do número de turistas, estimulado pela especulação imobiliária no balneário Mar Grosso, o Centro Histórico começa a sentir as pressões do progresso. Para preservá-lo, um decreto-lei da Prefeitura Municipal, de 4 de outubro de 78, tomba alguns casarios e monumentos históricos. Em novembro de 1985, a cidade passa a figurar como a primeira do sul de Santa Catarina a ser tombada como Patrimônio Histórico Nacional, tendo como responsável o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Hoje, Laguna tem aproximadamente 600 casas e diversos monumentos históricos tombados, entre eles, o casario ao redor do Museu Anita Garibaldi, exemplos da arquitetura luso-brasileira.